
Triângulo do fogo:
Quando os três elementos se apresentam em um determinado ambiente, sob condições propícias, temos o chamado triângulo do fogo.
Combustíveis:
São quaisquer corpos suscetíveis de arder, de comburir, entrar em combustão, podendo ser esta: lenta, viva ou súbita. Esses corpos ardem com maior ou menor resistência e são encontrados por toda a parte e em qualquer dos estados naturais (sólido, líquido, gasoso). São, em geral, densos ou resistentes, em que a combustão faz-se moderada, desenvolvendo-se pela excitação enérgica e progressiva, sustentada por elementos desprendidos do próprio meio que a produz; de fácil combustão, os de pouca resistência, ditos inflamáveis: são leves, e, em condições favoráveis, ardem de modo espetacular, com grandes chamas, que se desenvolvem desembaraçadamente; explosivos, os altamente inflamáveis, cuja reação produz grande volume de gás e a combustão o consome instantaneamente. Existem ainda os de determinadas espécies: muito resistentes, e os que, expostos ao ar, na temperatura ordinária, se inflamam, espontaneamente.
Todo material possui certas propriedades que o diferem de outros, em relação ao nível de combustibilidade, Por exemplo, pode-se incendiar a gasolina com a chama de um isqueiro, não ocorrendo o mesmo em relação ao carvão coque. Isso porque o calor gerado pela chama do isqueiro não seria suficiente para levar o carvão coque à temperatura necessária para que ele liberasse vapores combustíveis.
Cada material, dependendo da temperatura a que estiver submetido, liberara maior ou menor quantidade de vapores.
Calor:
Provém de fontes naturais ou artificiais. As fontes naturais advêm da ação do Sol ou são originadas por fenômenos químicos e meteorológicos que podem desencadear-se de maneira surpreendente e indeterminada. As fontes de calor não naturais surgem de fenômenos físicos, os quais presidem toda a formação de calor, qualquer que seja o local onde este se manifeste: são inumeráveis e se multiplicam com os progressos tentaculares da mecânica e da eletricidade, principalmente, aplicadas nas indústrias. O calor, como uma das formas com que se apresenta a energia, é variável conforme as circunstâncias. Concentra-se ou se propaga transmitindo-se de um a outro corpo; permanece ou remanesce, latente, em condições mais ou menos intensas e duradouras, segundo seja a natureza dos corpos afetados, da sua origem e dos elementos que o entretêm.
Fontes de calor:
As fontes de calor em um ambiente podem ser as mais variadas:
a chama de um fósforo;
a brasa de um cigarro aceso;
uma lâmpada;
a chama de um maçarico, etc.
A própria temperatura ambiente já pode vaporizar um material combustível; e o caso da gasolina, cujo ponto de fulgor e aproximadamente de – 40ºC. Considerando-se que o ponto de combustão e superior em apenas alguns graus a uma temperatura ambiente de 20º C já ocorre a vaporização.
O calor pode atingir uma determinada área por condução, convecção ou radiação.
Comburente:
É a substância que tem a propriedade química de sustentar a combustão dos outros corpos mas que não arde, isto é, "é incapaz de receber a chama que se lhe queira comunicar". O comburente por excelência é o oxigênio, corpo gasoso e incombustível que se encontra na composição do ar atmosférico na proporção aproximada de 21% em volume, o qual goza daquela propriedade no mais elevado grau. É o elemento responsável na produção do fogo.
Por conseguinte, desde que se verifique a concorrência dos elementos acima: ao calor conveniente que atue num meio compatível se vá juntar o ar (ou o oxigênio puro) necessário, atingindo o grau de fulgor, surgirá, fatalmente, fogo. Poderá este surgir acidentalmente do seio da Natureza, através de reações muito enérgicas, independente da intervenção de qualquer engenho humano, de maneira espontânea; ou ser obtido, normalmente, por meios e processos previstos e aproveitado em trabalho, devendo, pois, ser devidamente controlado e contido nos limites de sua acção.